A formação teve como principal objetivo capacitar profissionais para uma abordagem mais adequada e consciente na interação com cães, contribuindo para a melhoria do bem-estar animal e, simultaneamente, para o bem-estar dos profissionais que trabalham diretamente com estes animais.
Segundo António Brandão, Presidente da Direção da Associação Santuário Animal Vida Boa e responsável pela formação, a criação da microcredencial surgiu da necessidade de promover a partilha de conhecimento sobre metodologias de aprendizagem aplicadas ao contacto profissional com cães. “A grande motivação foi capacitar profissionais da área para que, quando há um contacto mais prolongado no tempo com os cães, possam aplicar metodologias de aprendizagem”, explica.
Da teoria à prática
Ao longo da formação foram abordadas diferentes metodologias de aprendizagem dirigida, com destaque para estratégias baseadas na motivação e no reforço positivo. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer os conceitos teóricos e, posteriormente, aplicá-los em contexto prático.
A componente prática assumiu, assim, um papel central na formação. Os participantes trabalharam com cães do Santuário Animal Vida Boa, com diferentes perfis e motivações, permitindo-lhes compreender a necessidade de adaptar a abordagem às características e ao estado de cada animal.
“Temos que saber que nome dar a esta metodologia ou àquela, mas sem mexer em cães, não conseguimos aprender”, salienta António Brandão, destacando a importância da experiência prática para consolidar os conhecimentos adquiridos.
O contacto com diferentes cães permitiu também trabalhar competências fundamentais para quem intervém nesta área, como a capacidade de adaptação, a paciência e a gestão da frustração. Como explica o responsável pela formação, nem sempre o animal está disponível para trabalhar, sendo necessário reconhecer os seus sinais e respeitar o seu ritmo.A intervenção permitiu dotar as estufas de sistemas automáticos de rega, ventilação e controlo das condições ambientais, criando melhores condições para a produção e desenvolvimento de plantas florestais e aumentando a eficiência na gestão destas infraestruturas.

Participação e partilha de experiências
A dinâmica das sessões foi igualmente valorizada pelos participantes, que destacaram a interação com os formadores e a possibilidade de partilhar experiências e conhecimentos.
“Houve bastante interação e troca de ideias e exemplos práticos”, refere um dos participantes. Outro destaca que “cada participante ia dando contributos da sua experiência”, contribuindo para uma aprendizagem mais participativa.
A clareza da exposição e a capacidade dos formadores para envolver o grupo foram também apontadas como aspetos positivos. “Os formadores incentivaram a participação do grupo e promoveram um bom ambiente de aprendizagem”, salienta outro participante.
Entre os aspetos mais valorizados esteve ainda o equilíbrio entre os conteúdos teóricos e a sua aplicação prática. Para um dos formandos, a formação apresentou “um equilíbrio muito positivo entre os conceitos teóricos de aprendizagem animal e a sua aplicação prática em contexto real”.
Uma formação com impacto no contexto profissional
O balanço da microcredencial foi positivo, tanto por parte dos participantes como da equipa formadora. António Brandão considera que a formação permitiu esclarecer conceitos e constituir, para muitos dos participantes, um primeiro contacto mais aprofundado com as metodologias de aprendizagem canina.
“O feedback foi muito positivo” e “deu para, na maioria dos formandos, esclarecer conceitos” e “iniciar esta viagem dentro da aprendizagem dos cães”, refere o responsável, acrescentando que ficou “uma boa semente para o futuro”.
Também os participantes reconheceram a utilidade da formação para o desenvolvimento profissional. “A ação foi considerada boa porque os conteúdos foram claros e úteis, permitindo adquirir novos conhecimentos importantes para a minha área profissional”, pode ler-se num dos testemunhos recolhidos.
A componente prática foi particularmente destacada por permitir consolidar os conhecimentos e desenvolver competências através da experiência. “A componente prática foi importante pois permite consolidar conceitos, assim como aprender a realizá-los e aperfeiçoá-los”, refere outro participante.
Com uma avaliação globalmente positiva, os formandos manifestaram ainda interesse na continuidade deste tipo de iniciativas. “É de fomentar este tipo de atividades e formações especializadas, pois acrescentam muito valor para os funcionários da UTAD e para a comunidade”, sublinha um dos participantes.
A microcredencial “Aprendizagem Canina em Contexto Profissional” reforça, assim, a importância da formação especializada e contínua nesta área, proporcionando aos participantes ferramentas para uma intervenção mais consciente, fundamentada e ajustada às necessidades dos animais e dos profissionais que com eles trabalham.

